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5° Premio USP de Direitos Humanos (2004)

Categoria Individual

Padre Bruno Sechi

Nos anos 70, o padre salesiano Bruno Sechi reuniu e sensibilizou um grupo de jovens em defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes que atuavam como vendedores na maior feira ao livre de Belém do Pará, a feira do Ver – o – Peso.

Esses meninos ajudavam seus pais vendendo sacolas, salgados e picolés, prestando também pequenos serviços como engraxates e outros, enfrentando o preconceito, a violência policial e os aliciadores que os exploravam.

Os jovens, liderados pelo padre Bruno Sechi, decidiram ajudar os pequenos vendedores, e criaram um Restaurante do Pequeno Vendedor, que contribuiu para a origem da República do Pequeno Vendedor e, posteriormente, do Movimento dos Emaús, uma organização não-governamental que atua em defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes.

Hoje, organizados, passaram a debater e a reivindicar seus direitos, resgatando o caráter de República e enfrentando os problemas da infância com uma proposta concreta de resistência às drogas, à violência, à prostituição, ao abandono e à exclusão.

Por essas ações meritórias consideramos a indicação em questão de elevado alcance social, e a liderança exercida pelo Padre Bruno Sechi digna do recebimento do V Prêmio USP de Direitos Humanos.

 


Categoria Institucional

Fundação Gol de Letra

A Fundação Gol de Letra foi fundada em 1998 pelos ex-jogadores de futebol Raí e Leonardo. Sua atuação se dá no Estado de São Paulo e em Niterói / RJ, aonde atendem mais de 1150 crianças e jovens dos 6 aos 14 anos.

Trata-se de missão relevante por seu caráter formativo. Busca por meio de atividades culturais e do esporte apresentar um caminho de emancipação para crianças de bairros pobres, fornecendo-lhes novas formas de conhecer e reconhecer o mundo. Dispõe de oficinas para atividades de teatro, música, comunicação, dança, fotografia, vídeo, grafite e capoeira.

O projeto se ocupa, também, da formação de agentes comunitários, com idade entre 14 e 18 anos, buscando resgatar-lhes a identidade através do trabalho que desenvolvem na supervisão de crianças agraciadas em seus espaços.

Engloba, ainda, o grupo Mulheres em Ação, formado por mães de crianças da instituição e representantes da comunidade, que atua com força na articulação de suas regiões respectivas, resgatando as necessidades locais e trocando experiências com a Fundação acerca das mesmas.

Em São Paulo a Fundação Gol de Letra concentra seu trabalho na Vila Albertina, Tremembé, ao passo que a Unidade Niterói / RJ atende crianças de comunidades de Engenho de Dentro, Piratininga, Cajubá e Itaipu.

O investimento desses atletas na formação de crianças e adolescentes, capaz de transformar suas realidades, garantindo-lhes o direito à educação, à cultura e à assistência social, concorre, indiscutivelmente, para preparar crianças e jovens ao exercício de seus direitos fundamentais, e tem poderoso efeito multiplicador. É certamente um trabalho importante e respeitável, digno do recebimento do V Prêmio USP de Direito Humanos.

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